Voltando a falar de conselhos...eu observei que eu tenho hábito de dar conselhos para as pessoas. Observei também, não só em mim, que a medida que você dá bons conselhos você sobe no conceito das pessoas e elas passam a te escutar com mais atenção, elas ouvem o que você diz e guardam pra elas e às vezes até transmitem para outras pessoas. Porém você fica refém dos seus conselhos, ou melhor, você fica refém do código de postura que você mesmo criou. Independente de qual tipo de conselho você oferece, automaticamente fica subtendido que você pratica tudo que fala, e a partir dessa concepção você será cobrado pelo que fala. É difícil perceber que conselhos são oferecidos, baseados sim, em experiências pessoais e também em informações alheias.
Mas não é porque sabemos o que é certo e que o queremos ser, que já somos.
Aconselho porque quero o melhor pra quem faço. Se eu deixar de alertar alguém seja lá pelo que for pensando em antes ser exemplo, pode ser tarde. Pois a própria experiência em vigor já serve como base pra eu discernir se é bom ou ruim.
Se eu caio em um buraco, é melhor que eu grite de lá de dentro pra terem cuidado ou espere que caiam lá junto a mim pra que então eu possa falar como é? Já não vai mais ser necessário.
Em fim, oferecer conselho não quer dizer ser exemplo. Conselhos ás vezes precisam retornar pra quem o ofereceu, mas não de forma hostil.
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