quinta-feira, 8 de julho de 2010

De mim...

Eu faço arte com as cores. Eu faço arte com as coisas. Eu faço arte pra mim.
Eu vejo arte nas cores. Eu vejo arte nas coisas. Tudo é arte pra mim.
Eu não posso ser reconhecido por minha arte, isso me tornaria refém dela. Viraria profissão. E não seria mais natural.
Toda arte é expressão. Toda arte é inspiração. Eu não poderia viver assim...refém das minhas emoções.
Acho que eu sou arte. Incompreendido. Porém compreendo em mim todas as emoções.
Partilho das cores, das texturas, e sou influenciado pela luz que em mim reflete.
Não sou o mesmo apesar de manter minha identidade. Ser o mesmo com todos inibe a capacidade de ser arte. Arte é dividir emoção, é ser emoção.
Ser reconhecido te obriga a ser igual, ser igual é ser o mesmo. E dessa forma eu poderia ser artista. Deixo essa função pra Deus que é imutável. Eu sou inconstante.
Sou bom aos bons olhos que me vêem. Sou sua pintura, mas sou tinta a ser pintada.
Sou escultura parada no tempo, pois represento o meu tempo. Sou fotografia que guardou o bom tempo. Sou seus olhos que me julgam e sou o tempo.
Não sou mentira e não sou verdade. Sou o que durou. O que ficou. Aquilo que eu fui naquele momento. É isso agora que eu sou. Você é o artista. Eu sou a arte.

Nenhum comentário:

Postar um comentário