Eu faço arte com as cores. Eu faço arte com as coisas. Eu faço arte pra mim.
Eu vejo arte nas cores. Eu vejo arte nas coisas. Tudo é arte pra mim.
Eu não posso ser reconhecido por minha arte, isso me tornaria refém dela. Viraria profissão. E não seria mais natural.
Toda arte é expressão. Toda arte é inspiração. Eu não poderia viver assim...refém das minhas emoções.
Acho que eu sou arte. Incompreendido. Porém compreendo em mim todas as emoções.
Partilho das cores, das texturas, e sou influenciado pela luz que em mim reflete.
Não sou o mesmo apesar de manter minha identidade. Ser o mesmo com todos inibe a capacidade de ser arte. Arte é dividir emoção, é ser emoção.
Ser reconhecido te obriga a ser igual, ser igual é ser o mesmo. E dessa forma eu poderia ser artista. Deixo essa função pra Deus que é imutável. Eu sou inconstante.
Sou bom aos bons olhos que me vêem. Sou sua pintura, mas sou tinta a ser pintada.
Sou escultura parada no tempo, pois represento o meu tempo. Sou fotografia que guardou o bom tempo. Sou seus olhos que me julgam e sou o tempo.
Não sou mentira e não sou verdade. Sou o que durou. O que ficou. Aquilo que eu fui naquele momento. É isso agora que eu sou. Você é o artista. Eu sou a arte.
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