sexta-feira, 23 de julho de 2010

De conselheiro a crítico

Como sempre assistia a um filme. E ouvi algo inquietante e que me fez refletir.
Em seu contexto o personagem usou a seguinte expressão: “O país está próximo de uma grande epidemia. Ele é o vírus, você o mata...e jamais encontrará o antídoto”.
No filme a frase se refere a um serial killer que ainda não foi encontrado, cuja sentença é a morte.
Quero fazer duas observações, a primeira é que nós temos a tendência de buscar a solução mais fácil para os problemas, sejam eles nossos ou não.
A minha segunda observação é que julgamos e procuramos alguma justificativa pra tudo o que não entendemos ou não achamos solução.
Há um ditado que diz:”O hábito do cachimbo deixa a boca torta”. O hábito de procurar encaixe pra toda peça angular nos deixa viciados em “solucionar” problemas dos outros.
É interessante reparar que as pessoas sempre têm solução pro problema dos outros. Mesmo as mais distantes. Por exemplo, vira e mexe vejo alguém vendo TV e dizendo coisas do tipo: ”Se eu fosse essa mulher já tinha dado um jeito nesse cara a muito tempo”, ou...”Que cara burro! Não ta vendo o Kaká livre não? Se eu fosse o dunga tirava esse cara”. Simples assim.
Pode parecer que não, mas sutilmente somos condicionados a crítica. De aconselhadores passamos a críticos. E não há limite, porque nós não temos consciência que isso virou um problema. Agente passa a fazer inconscientemente como no exemplo do futebol. E quando acontece como nesse caso há sempre alguém do nosso lado pra concordar e criticar também. Reparei também que por vezes o outro nem nota o tal “defeito” mas nós somos responsáveis por mostrá – lo. Não quero dizer que nesses casos não seja de fato um erro ou que devemos sempre nos omitir das questões alheias, o que eu quero é mostrar que acontece de forma tão rápida e ao mesmo tempo sutil que vira um hábito sem que agente perceba.
Lembrei de uma música que ilustra um pouco a minha opinião:

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